janeiro 13, 2011

Você já parou para pensar??? Relato Mari_2009

Meninas, como muitas de vcs, eu tbm faço parte do E-family, e por lá sempre me deparo com relatos muito bons, assim foi com o da Maristela, hj me deparei com o relato da usuária Mari_2009....me indentifiquei muito com ele, pedi e ela autorizou que eu postasse por aki... É muito bom para pensarmos um pouco em tudo o que a sociedade nos impões...Foi iniciar com o trecho que ela finalizou...rsrsrs


"*Esse texto não é de forma alguma uma critica a uma mãe que age de forma X ou Y com seu filho, afinal eu mesma já me vi em muitos desses dilemas e tomando atitudes aqui refletidas por mim. É apenas uma reflexão a respeito da maternidade nos dias atuais. Me coloco no mesmo barco. Abraços a todas.

Hoje fui a uma loja de artigos para bebês comprar alguns itens pro meu filho de 1 ano e 3 meses e passeando pelos corredores repletos de produtos e de grávidas fazendo seus enxovais, podia ouvir as conversas delas, analisando se cada produto era bem ou mal recomendado e se o uso era indicado ou não. Me deu um certo mal estar aquela cena, porque me lembrei da minha época de grávida, o quanto acreditava em tudo que lia e o quanto me preocupava com pequenos detalhes, totalmente fora da realidade que é ter um bebê em casa, afinal eu não tinha essa realidade de ter um bebê em casa. E o quanto quebrei a cara e meus ideais foram por água a baixo e hoje vendo aquelas mães cheias de ideais.... Bom, então minha cabeça começou a funcionar vendo todos aqueles itens de bebês que hoje são polêmicos: chupetas, mamadeiras, cercadinho, andador. Isso realmente me assusta. Esses itens fazem parte da criação de bebês há séculos. Muitos de nós (ou quase todos nós) crescemos usando andador, cercadinho e mamadeira. Hoje em dia tudo faz mal!!!! Tenho visto muitas conversas de mães ultimamente e eu não tenho a menor duvida de que a sociedade está tornando a maternidade neurótica. Cada dia surgem mais estudos comprovando que algo que é usado há anos faz mal ou vai trazer algum comprometimento para os bebês. E eu como mãe me vejo no meio dessa salada de informações, algumas úteis e outras inúteis, que podiam perfeitamente passar despercebidas para facilitar nossa vida pratica no dia a dia. Afinal, é claro e óbvio que deixar um bebê no andador o di todo vai fazer mal, assim como faz mal o bebe ficar no carrinho ou no chão o dia todo. Claro e obvio que se tiver um degrau por perto e o bebê tiver no andador vai ser perigoso. Mas mais perigoso ainda é se o bebê estiver sem andador e cair naquele degrau sem a base do andador pra proteger. Será mesmo necessário criar tanto alarde por coisas óbvias? E a maternidade está tão neurótica que algumas mães lêem estudos dessa forma e dizem que não vão mais comprar o andador. Cercadinho? Cercadinho tira a liberdade, a criança tem que ficar no chão pra se desenvolver. Mas 24h por dia? A mãe não vai comer, tomar banho, ir ao banheiro?



Não tenho dúvidas de que todas as novas possibilidades de estudo estão tornando a sociedade neurótica e desenfreada. Parece que os universitários hoje ávidos por escrever artigos acabam perdendo o controle entre o útil e a falta de bom senso. A sociedade está totalmente descontrolada, perdida a respeito do que fazer ou não e eu vejo isso principalmente na maternidade. Ser mãe antigamente era algo absolutamente natural, criávamos nossos filhos de acordo com nossos instintos, de acordo com a forma como fomos criadas, como a mãe e a sogra ensinavam. Hoje em dia somos bombardeadas com tantas novas informações e tantos novos estudos que não sabemos mais pra lado correr. Os radicais dizem para não dar chupeta e apontam N motivos para o fato da chupeta fazer mal. Outro estudo aponta o fato da chupeta diminuir o risco de morte súbita. Até o simples fato se sugar, natural dos bebês desde que a humanidade existe, se tornou informação duvidosa demais, deixando as mães sem saber o que fazer e se culpando por não saber como agir e por ter medo de agir errado. Hoje em dia as crianças não estão preparadas para digerir nada além do leite antes dos 6 meses. Penso o que existe de diferente no estomago delas em comparação com as crianças de nosso tempo que aos 3 meses tomavam caldinho de feijão e maisena? Para onde iam os alimentos que elas comiam, então? Será que todas as pessoas da nossa época estão doentes? Olha, é óbvio que existem muitas pessoas saudáveis que foram bebês nessa época e as que não são saudáveis hoje, com certeza não foi pelo fato de terem comido papinha aos 3 meses. Ou vocês acreditam realmente que tudo isso faz tanta diferença?


As mães hoje em dia parecem buscando a todo o tempo informações para todos os seus passos. Antigamente não existia essa idéia de pediatra ter que autorizar cada passo do bebe. Antigamente as mães sabiam como cuidar do seu bebê, eram mais seguras e faziam escolhas próprias. Claro, erravam algumas vezes, mas poderiam realmente ser mães, se davam o direito de sentir duvida e optar pelo que era melhor pelo filho, se davam o direito de criar o filho pelas suas próprias idéias ou caminhos. Pediatra servia pra aconselhar ou pra cuidar de doença. Alias, qual é mesma a função dos médicos? Hoje em dia todos os passos do bebe precisam ter autorização do pediatra, desde um básico primeiro passeio, até a primeira papinha e até mesmo a respeito do uso do polemico andador, já citado aqui. E sabe o que acho mais bizarro a respeito disso tudo? Hoje em dia as mães, donas das escolhas a respeito da criação do filho, pouco discutem a respeito do que elas fazem com o filho e pouco expõe o que elas escolheram para o filho. Os desentendimentos maternos hoje são em torno do que o pediatra diz ser certo. E como em um assunto em que cada dia surge uma novidade não existe o certo, a mãe A discute com a B pelo fato de ter determinada atitude com o filho e a mesma se defende “Foi o pediatra que mandou!!!”. A maternidade se tornou tão neurótica que hoje é necessário afirmar e sustentar nossas escolhas por trás de um diploma de uma terceira pessoa. É preciso ter uma ciência por trás para colocar o ponto final em um assunto.


O Ministério da Saúde fez um bem imenso a população mais pobre com a implantação da idéia de amamentação exclusiva, afinal para muitas das mães do Brasil que não tem nem água potável em casa, oferecer um bom leite artificial (caro) em uma mamadeira esterilizada fica impossível. Mas também não tem noção do estrago que fez na vida das mães que não puderam amamentar. A sociedade materna se tornou tão neurótica que hoje em dia uma mãe que não amamentou seu filho é taxada de preguiçosa ou já adivinham o motivo com o fato de “não ter tentado o suficiente”. A solidariedade entre as mães chegou ao fim. Hoje em dia, assim como o pediatra, o ministério da saúde fala mais alto do que a relação entre as mães. O que poderia virar um dialogo de apoio e força, afinal todas são mães e sabem o quanto apavora algo que sai do ideal, se torna uma disputa e acusações. Coitadinha da criança que não pode mamar no peito e que está crescendo bem e saudável com outro tipo de leite. Vai ser menos inteligente vai viver doente e a mãe é uma preguiçosa. A regra causou tal reação. A maternidade se tornou cruel, neurótica e fria. As mães, vorazes por informações e por serem perfeitas se tornaram inimigas das outras mães. Ainda em relação à alimentação, surge a idéia de dar doces e industrializados ou não. Algumas mães se vangloriam pra dizer que não oferecerão nada disso antes dos 2 anos, que quanto mais tarde as crianças provarem essas coisas melhor. Será que elas não vêem que isso não faz nenhuma diferença alem de ser mais uma regra pra ser seguida rumo a perfeição? O que o fato de experimentar um pirulito aos 6 meses ou aos 2 anos vai mudar na vida dessa criança? Se ela tiver uma alimentação saudável e bem equilibrada comendo certas “besteiras” só na hora certa, nada. Agora, se a criança for criada comendo tudo que quer, não vai fazer a menor diferença ter dado isso aos 6 meses ou aos 2 anos, ela vai gostar do mesmo jeito, vai comer mal da mesma forma. Mas dizer que não vai nadar nada disso antes dos 2 anos soa bonito, soa responsável, pouco importando a realidade pratica que tal fato tem no dia a dia.


Eu poderia ficar aqui infinitamente falando do porque acho que a maternidade hoje está neurótica, prejudicada por tanta informação inútil ou por informações úteis mal interpretadas. São tantos os exemplos, ainda tem o do tipo de parto escolhido pela mãe, o fato de ir pra escola cedo ou não, o escolher entre ficar em casa com o bebe ou voltar a trabalhar e tantos outros detalhes. Mas acho que o ponto central do texto já foi apresentado. Eu fico pensando o que mudou para que as mães sejam assim hoje em dia. Será a culpa por passar menos tempo com as crias? Será que o ser humano ainda não esta preparado para lidar com toda a possibilidade cientifica que possui e está aterrorizando a vida das pessoas com tantos estudos? Será que as mães estão perdendo sua autoridade e sua segurança de mãe e entregando seus filhos aos cuidados da ciência? Se hoje descobriram que o cercadinho, o andador, a chupeta e a mamadeira fazem mal, como será daqui há 10 anos? Será que a neurose será tão grande que o que passará a fazer mal é a maternidade? Você já parou pra pensar? "*

Esse relato está disponivel no site do E-family para as usuárias com acesso ao CA-Clube da Amizade...está aki com a autorização da autora...

2 comentários:

disse...

Nossa Carlinha que ótimo relato. Tb me identifiquei demais e concordo com tudo!

Tá cheio dessas conversar por ai, eu tento ficar neutra, mas tem hora que não dá poxa!

Infelizmente tem mães que pensam que criando o filho dentro de uma "bolha" vão fazer bem para eles...sei lá, onde fica o bem estarda criança?

Minha Clarinha adora o andandor, que como eu já disse, foi escolhido a dedo, nunca a deixo sozinha com ele e sempre por pouco tempo. Não acho que isso vá prejudicá-la, pois eu estimulo todas as outras coisas e não vejo ela pulando etapas por causa do andador kkk...

Hoje mesmo peguei o pai dela no flagra dando sorvete de abacaxi para ela, o que eu posso fazer?Se vc visse os olhinhos dela brilhando!E ele todo pomposo "se achando" pq estava fazendo arte com ela.Nada disso me tira o sono, deixa lamber o raio do sorvete então!Faz mal?DÚVIDO, faziam dias que eu não via ela felizinha e alerta como hj.

A era da mãeMEGABLASTER chegou, que se dane! Serei sempre a MÃE QUE QUER VER A FILHA FELIZ, mesmo que for tomando coca-cola, masticando cliclete e andando de andador hehehe.

Beijos enormes.

Tathy disse...

Nossa, demais mesmo o texto!!
Disse tudo que eu penso, não poderia ter escrito melhor!
Eu estava falando sobre isso outro dia, esse monte de regras, nada pode, não faça isso, não faça aquilo... Comecei a me sentir num regime militar e me recusei a aceitar isso! Ser mãe deve trazer uma certa leveza pra nossa vida, pra poder contrabalançar a responsabilidade enorme. Como é que fica quando essa leveza é tirada de nós por um monte de regras dizendo que coisas que deram certo por tanto tempo estão erradas?
Mulher, mãe tem intuição aguçada. Será que isso não quer dizer nada? A pediatra me orienta mas quem decide sou eu! E o pai participa, é claro! Mas somos nós que estamos ali no dia a dia, que sabemos o que é melhor pros nossos babies e pra nós mesmas.
Claro, tem coisas muito úteis e que eu escolhi me utilizar delas. As que deram certo eu repeti, algumas eu não achei que deu certo não fiz mais. Resolvi seguir minha intuição. O resultado? Ellis é uma das bebês mais boazinhas que eu já conheci! Não é porque é minha filha não!
Ah eu respeitei uma regra que eu não queria muito e me dei mal: um monte de gente falando pra eu não dar mamadeira pra ela qdo ela era bebê pq era nova e num sei que mais. A tonta aqui acatou e o resultado? Uma luta pra ela pegar a mamadeira agora e a tonta aqui presa a amamentação, sem poder ir fazer uma mão, nada! hehe
Mas, como eu disse, cada um sabe do seu! Sabe o que funciona pro baby e pra família. E as pessoas tem que se lembrar disso e parar de querer julgar e se intrometer na vida alheia!
E isso vale pras decisões da gravidez, tipo de parto, se amamenta ou não (e podem me jogar pedras, mas incluo aqui quem escolher não amamentar! Não só a que não pôde amamentar. A pessoa tem que ter o livre arbítrio! Ela sabe o que é melhor pra ela!) e para o tipo de criação que ela dá pros seus filhos.
Claro que tudo dentro do limite, né, ninguém vai aguentar calado ver alguém fazendo uma coisa que claramente prejudique o bebê. Mas de resto, cada um devia cuidar melhor da própria vida! Respeitar o próximo!
Resumindo, AMEI o texto. hehe
Beijos

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